domingo, 29 de novembro de 2009

Viver sem tempos Mortos


O acaso é o responsável pelo que é mais surpreendente além do que nos faz estar vivos, comendo e respirando. O acaso me levou a ter um encontro com duas intelectuais maravilhosas hoje. Mulheres que são ídolos daqueles que apreciam e se angustiam com a vida.

Hoje estive com Simone de Beauvoir interpretada pela nossa maior dama: Fernanda Montenegro. Duas mulheres tão fortes e apaixonantes que não creio que outra atriz pudesse fazê-la tão bem. Não consigo seguir com estas notas sem que as lágrimas me venham aos olhos. Pude assistir esta atriz tão maravilhosa aos 81 anos na pele da mulher que viveu intensamente. Simone de Beauvoir é a deusa das mulheres que são inteligentes e que não conseguem se submeter a esta ordem masculina. Todas as mulheres cuja inteligência e liberdade causa repulsa aos seus camaradas. Mulheres estas que somente poderiam se comprometer a um Sartre. Entretanto, um compromisso sem submissão. Uma parceria onde há o respeito, a verdade, a troca intelectual.

O melhor ainda estaria por vir. Fernanda se emociona no final. Agradece a toda a equipe que fez que tudo acontecesse. Do produtor ao faxineiro. E agradece aos aplausos aos quais ela já deveria estar mais do que acostumada. Ali eu entendo que ela vive o futuro, ou seja, ela não conta com a "naturalidade" do aplauso. Ela também vive sem tempos mortos.

Agradeço ao acaso por mais uma vez me proporcionar mais dos melhores momentos da minha vida.

Recomendo que assistam ano que vem. Esta foi a última apresentação da temporada de 2009.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O cerebro eletronico faz tudo?



Lendo uma reportagem na na Carta Capital a semana passada constatei que Blade Runner nao e ficção científica, mas uma realidade em 2050 segundo David Levy, autor britânico do best seller Love +Sex with Robots ainda sem tradução em terras tupiniquins.




Os japoneses acreditam até que os robôs com aspectos humanos tem alma (tamashii). Ja pensou uma nova seita neo neo pentecostal para salvar as almas robóticas pecadoras? Olha que o mercado trará muitas possibilidades indiretas, hein?




O japa nerd cientista (desculpa a redundancia) Trung que foi criado no Canadá desenvolveu uma robo Aiko ( "a amada" na lingua dos samurais). Dizem os tablóides que ele resolveu problemas como TPM, dor de cabeça, etc e talz. Ele está com uma campanha pelo mundo para melhorar a ninfetinha de aço. Ele sonha que ela faça chá e sirva sushi na boca. In other words, nós fêmeas de aço ou não estamos sempre no lerê lerêe. Feministas de plantão, preparem- se para denunciar os abusos do futuro... Empoderamento para as robôs fêmeas. Uau!




Gente, a nossa situação e preocupante. Até porque nesta mesma revista saiu que a população só terá filhos para se repor, a ONU já avisou. Malthus se fu...




Enquanto isso vamos dar uma espiada nas Venus Roboticas do futuro. Faco o meu protesto: quero meu Apolo Robotico tambem!










sábado, 14 de novembro de 2009

Saudade


Gostaria de comentar sobre saudade. Hoje consultando o blog de uma amiga, resolvi criar coragem para fazer o primeiro comentário. O blog dela é o maior barato. Adoro os assuntos. Acredito porque esta amiga é uma pessoa como eu apaixonada pela vida. Ela vibra com os pequenos momentos que tornam este dias maravilhosos sem ignorar aqueles momentos difíceis, mas não menos importantes para sabermos dominar a arte de conviver. Esta última frase também 'roubada' da avó de um amigo.

Vv cita Proust. Esta frase me remeteu à Maredsous. Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que degustei esta belga. Cerveja que é produzida desde o séc. XIII pelos monges. Ela me transportou a algo desconhecido do momento que a tomei no saudoso Beer Paradise no Downtown. Que sabor maravilhoso!!!! Parece que o sinto agora.

Concordo com Proust que o verdadeiro amor é aquele nos ensina novos caminhos...